Dom Teixeirone, o dono da bola

Por Caroline Raupp

para ler ouvindo: The GodFather

Escândalos de corrupção envolvendo o nome de Ricardo Teixeira, presidente da Confederação brasileira de futebol desde 1989, já não surpreendem mais ninguém. Mas tal qual um sabonete, Teixeira parece escorregar das mãos da justiça e se safar de cada denúncia. A Copa de 2014 se aproxima e com ela os holofotes do mundo do futebol se voltam para o Brasil, a pressão sobre Teixeira e a CBF estão cada vez maiores, sobrou até para a “república independente FIFA” que está mergulhada em uma crise da qual seu presidente Joseph Blatter não consegue se livrar.

Não sejamos ingênuos de imaginar que um negócio que tem números oficiais tão surreais como o futebol, não tenha coisas a esconder.

Teve o episódio da despedida do Ronaldo em que uma equipe de reportagem do SBT teria ficado trancada numa sala impedida de filmar a chegada do jogador ao estádio. O argumento: exclusividade de quem detêm os direitos de transmissão! WHAT!!! Direito de transmissão são vendidos da partida de futebol, ou até da chegada do Ronaldo foram vendidos também?

A revista Piauí do último mês trouxe um perfil revelador de Teixeira, como raramente se viu, e abriu os olhos de muita gente sobre a personalidade desse cartola que se porta como se fosse dono do futebol brasileiro, tem o apoio de poderosos e não se cansa de diminuir os poucos que ousam contestá-lo.

Nas últimas semanas, num lance que ficou meio nebuloso, uma campanha lançada no twitter contra Teixeira, com a #foraricardoteixeira simplesmente foi “desaparecido” dos TTs. A versão oficial do twitter dá conta de que muitos foram os tuits que só usavam a hashtag, e por isso todos tuits com aquela hashtag foram considerados spam… é mole?!

Bom, se o cara consegue ter influência até no twitter, que já mostrou sua força de mobilização popular ao ajudar a derrubar ditadores no oriente, é de pensar que podemos pouco contra ele. Mas não importa o resultado, o importante é encontrar uma forma de manifestar seu descontentamento com Dom Teixeirone e toda sua corja de aliados interesseiros. Durante o sorteio das eliminatórias para copa de 2014, que foi realizado no Rio de Janeiro, cerca de 500 de pessoas ligadas à FNT (Frente Nacional do Torcedor) se reuniram para protestar contra Teixeira. O grupo, que não tem ligação com partidos políticos, afirma que vai continuar os protestos além de pressionar os deputados pela abertura de uma CPI da CBF. O jornalista Juca Kfouri, um dos mais severos críticos de Teixeira, divulgou em seu blog um abaixo assinado, organizado pela mesma FNT, e que já conta com mais de 2.000 assinaturas pedindo intervenção do Ministério Público na CBF e no COL (comitê organizador local, também presidido por Teixeira).

Mas se tem poderosos aliados à Teixeira, também tem gente grande que não vai com os córnos do cartola. O maior exemplo é a presidenta Dilma Roussef, que sutilmente articula pra ficar bem longe de Teixeira e de toda sujeira em que ele está envolvido. Primeiro, Dilma nomeou Pelé (antigo desafeto do presidente da CBF) embaixador honorário da Copa. Durante o sorteio das eliminatórias, grande evento da FIFA transmitido para todo o mundo, a presidenta destacou a figura de Pelé em seu discurso, numa clara tentativa de diminuir a importância de Ricardo Teixeira, colocá-lo no seu devido lugar. A iniciativa da presidenta foi bacana, mas não pode ficar só nisso. Que ninguém espere que ele se sinta ofendido e peça para sair. Muitas decisões importantes para o futuro não só do futebol, mas do país, ainda vão passar por suas pouco confiáveis mãos. Tá bom para você?

Pra fechar esse longo post, um vídeo bem explicativo sobre os complexos esquemas de corrupção que Ricardo Teixeira é acusado de comandar. Trecho de um globo repórter antigo, de um dia que a Globo deve ter se sentido prejudicada em alguma coisa e resolveu atacar Teixeira, pena que já faz tanto tempo.

Paulo Roberto Falcão é demitido do Internacional

por Caroline Raupp

O Internacional demitiu Paulo Roberto Falcão pouco mais de três meses após seu retorno ao Beira-Rio como técnico. Como já havia opinado neste blog, acho uma fanfarronice da diretoria demitir um ídolo do clube sem dar tempo para ele trabalhar. Pelo menos, o mesmo tempo que foi dado aos últimos técnicos que passaram por lá. Se você já sabe que não vai bancar a permanência do cara, não contrata o Falcão, trás o Zé das couves, sei lá. E o mesmo se aplica à direção gremista, que errou em renovar com Renato e depois (veladamente) corrê-lo do Olímpico.

A verdade é que ídolo, torcida, jogadores e o clube não têm nada a ver com as disputas políticas que envolvem e afetam diretamente todas essas partes. Tem gente que se acha dono do clube. Esquecem que são os sócios que bancam a festa. A torcida do Inter tem toda razão em estar “P” da vida. O clube perdeu vários jogadores, a janela de transferência do mercado estrangeiro está quase fechando e ainda não se viu nenhum reforço passar por ela.

Não gosto de ser repetitiva, mas agora que Falcão se foi, quem será o novo técnico do Inter? Foi lá no início de junho que essa dúvida surgiu no meu texto e ainda não consigo enxergar alguma alternativa empolgante. O problema é que quem quer que seja o novo treinador vai precisar de (no mínimo) dois meses para colocar sua “cara” no time. Até lá estaremos em setembro. Até lá o campeonato pode estar decidido e 2011 estar acabado para o Inter.

Gol contra de Giovanni Luigi…

Renato deixa o Grêmio mais ídolo do que nunca

Por Caroline Raupp

Faz muito tempo. No longínquo ano de 1983, Renato Portaluppi foi protagonista da maior conquista gremista, o mundial de clubes. Quem viu nunca esqueceu a importância dele para o clube, mas existia uma geração inteira que nem sequer havia nascido nessa época. Uma geração que tinha em Danrlei e Jardel seus principais expoentes. Quando Renato chegou ao Grêmio como treinador, em agosto do ano passado, essa conexão foi refeita. Todo gremismo demonstrado pelo grande ídolo acalentou os corações tricolores, tão sofrido pelo jejum de títulos e até mesmo pela recente rejeição de outro grande craque criado no clube, Ronaldinho, o traidor.

Quando afirmo que Renato deixa o Grêmio ainda mais ídolo do que quando chegou me refiro a toda essa geração, que o tinha apenas em imagens antigas e agora vai sentir falta da sua presença diária pelos corredores do Olímpico. O ídolo entre os imortais. Foi rápido, mas nos acostumamos com Renato e agora é difícil pensar no grêmio sem ele.

A direção que se prepare. Ficou claro que os torcedores queriam a permanência de Renato. Se a aposta em Julinho Camargo não der certo o presidente Odone vai ter dificuldade em recuperar sua imagem depois do desastre que tem sido sua gestão.

O remedinho do Falcão

Por Caroline Raupp

Para ler ouvindo

Há algumas semanas escrevi um post elencando os motivos que me levavam a acreditar por que Falcão deveria continuar como técnico do Inter. De lá pra cá teve muito bafafá. Declarações polêmicas e veladas colocaram fogo no caldeirão do Beira-Rio. Continuo achando que Falcão deve ficar, mas alguém precisa dar o remedinho dele!

Depois da grande e negativa repercussão da entrevista que concedeu ao Silvio Benfica, Falcão se disse decepcionado com a imprensa e que adotaria uma postura mais reservada nas entrevistas. Falaria menos para não ser mal interpretado, muito inteligente! Mas não foi o que aconteceu. Falcão está tendo dificuldades. Além de não conseguir fazer o time jogar bem, estranhamente, não esta sabendo lidar com a imprensa.

O Inter está em turbulência e toda vez que começa uma confusão fica mais perceptível uma perigosa Carvalho dependência. O clima não é bom, mas parece que pelo menos a torcida fechou com Falcão. Assim que conseguir dar sua cara ao time os resultados devem aparecer e a pressão diminuir. Só que para isso, precisa se acalmar! Traz o remedinho do homem…

Por que não vaiar Falcão

Por Caroline Raupp

Nos primórdios deste Blog, escrevi um post sobre o medo da torcida gremista de vaiar Renato, sobre o medo de uma frustração com seu grande ídolo. Agora volto ao tema só que em outras cores. Paulo Roberto Falcão, que assumiu o comando do Inter em abril numa tentativa de mobilizar a torcida e os jogadores com sua história no clube, já está enfrentando essa incômoda situação.

Surpreendentemente as cobranças sobre Falcão vieram rápido. Parte por culpa dele, que parece ainda não ter se desligado completamente do seu “eu comentarista”, mas também por uma certa má vontade do torcedor, que parece estar direcionando as vaias à pessoa errada.

Falcão falou na sua chegada sobre o estilo de jogo que pretende implementar, mas não escolheu nenhum dos jogadores do grupo. Todos já estavam no Beira-Rio, alguns já a tanto tempo que parecem até donos do time. Mudanças tão significativas não são feitas do dia para a noite, é preciso dar mais tempo para que Falcão possa por em prática suas idéias, mesmo que os resultados deste início não sejam tão bons. Afinal, as nuvens da cobrança por grandes títulos andam muito mais pesadas pelos lados da azenha, o Inter ainda é o campeão da Libertadores.

Com organização e planejamento o Inter se tornou um dos clubes mais bem sucedidos do país, econômica e estruturalmente. Com Falcão tem a chance de ter um grande projeto também no futebol, assim como há anos atrás fez o Barcelona. Mas para isso é preciso que a diretoria tenha convicção de que Falcão pode fazer isso e que esse é o melhor caminho.

Então torcedor colorado, tenha calma, o Inter não pode fazer isso com Falcão, seria desrespeitar a história do próprio clube, contatá-lo e mandá-lo embora poucos meses depois. Principalmente, depois de ter dado tantas chances para Celso Roth e Tite, técnicos que passaram recentemente pelo Beira-Rio e mesmo com o protesto da torcida foram mantidos no posto já com o prazo de validade vencido. Se demitir Falcão o Inter vai contratar quem?

Dupla Grenal avança na Libertadores

por Caroline Raupp

Grêmio

Projeções eram feitas e refeitas a cada partida, alguns possíveis cruzamentos deixavam a torcida gremista apreensiva, Colo-Colo e Santos eram os mais temidos. Dos males o menor, com a incrível vitória do Fluminense o confronto do tricolor nas oitavas de final será contra a Universidad Católica, primeiro jogo será no Olímpico na próxima terça-feira (26/04) às 19h30.

Internacional

Com a vida mais tranquila, o Inter sempre teve a expectativa de ser o primeiro de seu grupo e um dos melhores na classificação geral, o que acabou se confirmando após a vitória da última terça-feira. O adversário do Inter nas oitavas será o Peñarol que se classificou com apenas 9 pontos e sofreu 3 derrotas na fase de grupos. A primeira partida será na quinta-feira (28/04) no Uruguai.

Mas o que tem causado alvoroço após a definição dos confrontos da próxima fase é o fato de que avançando na competição a dupla Grenal se enfrentará já nas quartas de final da Libertadores. Será certamente um acontecimento ímpar, Grenal com Falcão e Renato como treinadores decisivo para o desejo dos times de conquistar o tricampeonato da América. Existe ainda a possibilidade de que estejamos entrando num período de vários Grenais seguidos, o que colocaria mais pimenta nesse duelo! Fortes emoções à vista!

Confira todos os confrontos das oitavas-de-final da Libertadores 2011

As fotos deste post são do fotógrafo Tárlis Schneider, para conhecer mais sobre seu trabalho acesse tarlisschneider.wordpress.com

Nadal ganhou, mas e agora?

por Eduardo Nozari

No domingo (é, este texto já tá meio atrasado) Nadal ganhou o primeiro título do ano, no saibro de Monte Carlo. Depois de chegar às finais dos dois primeiros Masters 1000 do ano – e perder as duas para Djokovic – o espanhol dessa vez conseguiu triunfar e muita gente já está falando mais uma vez que ele é imbatível nas quadras de terra e tal. Mas eu, que sou nadalista, não estou tão otimista. O fato é que Nadal não foi lá muito exigido: nas três primeiras rodadas pegou Nieminen, Gasquet e Ljubicic, tenistas que qualquer TOP 5 tem a obrigação de vencer (tudo bem que ano passado Ljubicic ganhou de um monte de gente boa e conquistou Indian Wells, mas foi uma exceção). Nas semis Nadal pegou Murray, que é número 4, mas que não costuma ser um páreo duro no saibro. Nesse jogo e depois, na final contra David Ferrer, tive a impressão que Nadal estava se complicando demais. Perdeu muitos games de saque nos dois jogos (contra Murray, perdeu um set também) e parecia não estar conseguindo ganhar os pontos quando queria, e deveria. O que já vinha sendo um problema em Indian Wells e Miami persistiu: o espanhol não estava conseguindo angular duas ou mais bolas seguidas. Se acertava uma boa bola perto da linha de um lado, no golpe seguinte jogava a bola cerca de um metro antes da linha oposta, o que não basta contra jogadores de boa mobilidade e preparo físico. Murray e Ferrer chegavam em quase todas essas bolas e os pontos se alongavam, sem ninguém conseguir definir – só para ter uma idéia, no jogo contra Murray a partida chegou a 1h de duração no 4/4 do 1° set, e contra Ferrer isso aconteceu no 4/3. Vale lembrar que Djokovic não disputou Monte Carlo por dores no joelho, então ainda não foi dessa vez que pudemos conferir como será o desempenho dele no saibro. E confesso que, como torcedor do espanhol, estou com medo. Se o sérvio jogar no saibro como jogou os torneios anteriores e Nadal continuar como está, salve-se quem puder.


Não faça isso em casa!

por Eduardo Nozari

Ou no seu avião particular, se for o caso, hehe. Só para dar continuidade com o assunto Djokovic, o novo video protagonizado por ele para a campanha da Head:

Quem vai parar Nole?

por Eduardo Nozari

Todo mundo que gosta e acompanha tênis deve estar se fazendo essa pergunta do título: quem vai conseguir parar Novak Djokovic? O cara jogou 18 partidas em 2011 e ganhou todas, disputou 3 torneios e venceu os três (sendo 1 Grand Slam, 1 ATP 500 e 1 Masters 1000), em todos os 3 torneios despachou ninguém menos que Roger Federer e, para completar, na final de hoje ganhou do número 1 do mundo, Rafael Nadal. Tá bom ou quer mais*?

O jogo valendo a conquista do Masters de Indian Wells, na tarde desse domingo, foi um retrato da qualidade, da motivação e da absurda intensidade que Djokovic vem mostrando neste início de temporada. No primeiro set ele ainda tava meio frio, e o Nadal conseguia incomodar com as típicas bolas fundas, altas e com muito top spin. O saque do espanhol (que mais tarde iria pelo ralo) também ajudava bastante e assim Nole perdeu a primeira parcial por 4/6. Até aí parecia que o sérvio não ia dar muito trabalho e eu estava ficando inocentemente feliz (sou torcedor do Nadal). Mas foi a partir de então que a coisa mudou… Nadal começou a errar o primeiro saque, o que facilitou as coisas pro Djokovic e, acho eu, fez ele entrar de vez no jogo. Embora o segundo set ainda tenha sido um pouco parelho, Nole venceu por 6/3 e continuou embalado. O terceiro set foi um pandemônio para nós, nadalistas. Djokovic quebrou logo no primeiro game e depois no terceiro de novo e confirmou na sequência, fazendo 4/0. A intensidade do cara era inacreditável: chegava em todas as bolas e devolvia na base da pancada. A impressão que dava era de que ele era à prova de erros, sério. Impressionante. O Nadal até que conseguiu fazer 2 gamezinhos depois, mas tarde demais. Djoko venceu de virada por 4/6, 6/3 e 6/2.

Mas voltando à pergunta: quem pode pará-lo? É difícil dizer, mas acho que o saibro. Todos os jogos disputados (e vencidos) por Djokovic neste ano foram sobre quadras rápidas, o que dá uma bela de uma ajuda no estilo agressivo dele. Nessas condições ele já provou que está voando: venceu tudo e todos, incluindo Federer e Nadal (no caso de Indian Wells, os dois na sequência, o que já diz tudo). A temporada no saibro, que começa daqui umas semanas, após o Masters de Miami, já é mais lenta e na terra quem costuma levar vantagem sobre qualquer um é o Nadal. Djokovic já não vai mais estar tão confortável e alguns resultados negativos podem dar uma esfriada no ânimo dele (hoje, com certeza, ele está se achando o rei do mundo). O “problema” é que não tem como saber se ele de fato vai sentir a mudança para o saibro: é inegável que ele melhorou bastante a qualidade de jogo nesse início de 2011 em relação ao ano passado, mesmo quando falamos apenas de quadras rápidas. Logo, é possível que Djokovic também tenha evoluído sobre a terra, só que ainda não tivemos a oportunidade de conferir.

P.S.1: também é de se comemorar a volta em alto nível do Del Potro, que logo logo deve estar de volta ao top 10 e, quem sabe, top 5.

P.S.2: essa foi a primeira vez que escrevo sobre tênis, desculpa qualquer coisa, hehe.

P.S.3: abaixo, video com os melhores momentos da final de Indian Wells entre Djokovic e Nadal.

*Para quem não entende muito de tênis:

- Grand Slam, Masters 1000 e ATP 500 são as 3 classes de torneios de tênis masculino que mais distribuem pontos para o ranking (2000, 1000 e 500, respectivamente);

- Ganhar torneios grandes assim não é para qualquer um, ainda mais consecutivamente;

- Roger Federer é considerado por muitos simplesmente o maior jogador de tênis que já existiu, sendo recordista de títulos de Grand Slams;

- Rafael Nadal é o atual número 1 do mundo, principal rival de Federer quando esse estava no topo.

Há um ruído na comunicação do Olímpico

por Caroline Raupp

Após a péssima atuação contra o León de Huánuco no Peru, chega a vez do Grêmio ter uma folga na Libertadores. Só volta a campo no dia 07/o4 contra o líder do grupo, Junior de Barranquilla, no estádio Olímpico. Esse período será importante para que o ruído que há na relação entre direção e técnico seja resolvido. Tem alguma coisa no ar, não se sabe bem o que é, mas algo me diz que nos próximos dias tudo ficará mais claro.

Ainda essa semana informação do repórter Luís Henrique Benfica, na Rádio Gaúcha, dava conta do descontentamento da direção com a escalação ofensivista de Renato, que em muitos jogos armou o time com apenas um volante. O esdrúxulo episódio do trote (aham) de Portaluppi deixou a direção numa situação ainda mais desconfortável, e a torcida temerosa. A irritação de Odone com o assunto do trote foi evidente, hoje, após o empate com o fraquíssimo León, novas declarações fortes. Em entrevista a Pedro Ernesto no programa Show dos Esportes, da mesma Rádio Gaúcha, o presidente mais uma vez se mostrou descontente com a postura do time, que parecia estar desinteressado no jogo, além de criticar diretamente Renato e a “forma como ele gosta de jogar”, citando a substituição do volante Fernando, ainda no primeiro tempo, como exemplo.

A postura de Renato está estranha, sua relação com a diretoria não é harmônica (é bom lembrar que Portaluppi não era convicção da nova diretoria, só ficou por imposição dos resultados e do clamor da torcida). Por vezes, assistindo aos jogos tenho a impressão de que até mesmo os jogadores estão desconfortáveis, não sei se com o esquema, com a escalação, com a possibilidade da saída de Renato ou seja lá com o que.

Espero que nestes 21 dias os personagens voltem a entrar em sintonia. Renato, direção e jogadores acertem seus ponteiros para que o Grêmio não perca mais tempo na competição. Mas é preciso que alguém tome uma atitude, da forma como está não se pode ver um bom futuro, o ruído está muito alto!

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