Divagações sobre a Geração Y

Por Caroline Raupp

 

Um dia desses um ótimo texto, da ótima Eliane Brum, me fez pensar sobre questões que envolvem diretamente nosso dia a dia, mas nem sempre encontramos meios, palavras e tempo para falar sobre elas. Talvez essa seja a maior virtude de um bom texto, tratar de algo que diz respeito a todos, mas que de tão cotidiano, ninguém se dá ao trabalho de refletir sobre.

O texto em questão fala sobre as turbulências que os “novos adultos” (ela em nenhum momento usa o termo geração Y) que estão chegando agora no mercado de trabalho e iniciando suas vidas estão enfrentando.

O mais interessante é que além de detectar e identificar algumas dificuldades que são comuns há vários desses jovens, a escritora propõem uma discussão sobre as causas e possíveis consequências disso tudo. Tomemos consciência de que não somos invencíveis, e que isso não é feio ou errado. Por ser bem preparada essa geração chega ao mercado com expectativas lá em cima, já querendo reconhecimento e valorização, mas não é bem assim, o caminho de aprendizado é longo e deve ser percorrido com humildade e paciência. Dai-me paciência!

Texto Eliane Brum, “meu filho, você não merece nada

Talvez o grande desafio da nossa geração seja encarar o fato de que não somos tão especiais quanto achávamos, ou quanto nossos pais nos fizeram pensar. Quando constatamos que somos “absurdamente comuns”*, é difícil não se frustrar.

* Expressão do jornalista Andrei Andrade que também tem em seu blog um texto muito interessante sobre o mesmo tema.

TEM QUE TER: Cris Barros para Riachuelo

por Carolina Tremarin

Gente, tem coisa mais cafona do que vestir o high das marcas brasileiras e esquecer o low? A espertíssima Cris Barros sabe disso e desenvolveu uma coleção incrível para a Riachuelo, recheada de militarismo, animal print, rendas, couro fake e transparências .

As peças, com preços entre R$39 e R$279, chegam às lojas em três de abril. Apesar do frio, pernas de fora aparecem com tudo, enriquecidas por saias e shorts em tecidos cravejados de paetês. A modelagem segue a aposta das semanas de moda: conforto absoluto e muito espaço entre o corpo e a roupa. Para deixar tudo ainda mais lindo, Cris desenvolveu acessórios que vão do básico ao chique, com o – nada monótono – mérito das estampas de onça. Para os pés, um toque de feminilidade na jogada mais certa da temporada: os coturnos.

Ainda não foram divulgadas informações sobre a disponibilidade da coleção em terras gaúchas. Mas, se considerarmos que neste verão as araras da fast fashion hospedaram nada menos que Osklen, contaremos com a coleção de Cris por aqui também. Vale lembrar que, no sul, a Riachuelo pode ser encontrada no segundo piso do Bourbon Country de Porto Alegre, além das filiais de Santa Maria (Rua do Acampamento, 215) e Caxias do Sul (Shopping Iguatemi).

Confira abaixo a coleção de Cris Barros para Riachuelo, fotografada por Jacques Dequeker e com produção da badaladérrima Julia Restoin-Roitfeld (herdeira da ex-editora da Vogue Paris, Carine Roitfeld).

Ah! O selo PRECISO será uma ferramenta bastante presente nos meus posts e dará conta de mostrar o quanto determinado look se tornou uma questão de necessidade pra mim. Lindo, né?

Montados para o Oscar

por Carolina Tremarin

Gente, o que foi o Oscar ontem? Tô doida de tanta informação. Confirmando as semanas de moda, não teve quem não apostasse nas texturas e cores metalizadas. Mas é claro que, por mais que existam stylists por trás das musas do red carpet, sempre tem aquela que dá uma derrapada digna de Framboesa de Ouro.

Começando pela sobriedade da gravidíssima Natalie Portman, que, apesar da barriguinha, segurou muito bem o roxo de Rodarte, como manda a roupagem de Black Swan – toda elaborada pela marca – e célebres Jimmy Choo nos pezinhos. Aliás, justiça seja feita! Não desmerecendo Alice, mas Cisne Negro era a aposta mais certeira do Oscar de Melhor Figurino. Além de todo resto, né? Pelo menos levou o prêmio de melhor atriz, merecidíssimo por Portman desde 2005, quando indicada a melhor atriz coadjuvante por Closer.

Quem também soube se comportar foi Gwyneth Paltrow, que investiu num Calvin Klein Collection de babar. Com tudo que o look trazia, o cabelo deveria mesmo permanecer chapado. Atenção pras jóias escolhidas pela atriz: anel, brincos e broche, tudo Louis Vuitton. Por baixo do brilhante tecido, um pump dourado de Brian Atwood. Quanto à atuação vocálica da linda, que interpretou Coming Home, trilha de seu filme Country Strong, melhor não comentar.

Hilary Swank, como não adorá-la? Montada de Gucci Premiere, levou plumas e muito brilho ao Red Carpet. A silhueta sereia cai muito bem à atriz, que dificilmente decepciona no quesito figurino. Nos pés, cetim cinza com cristais no salto (que merece um update assim que eu descobrir quem os fez).

Aí vem a Cate Blanchett, aquela que faz qualquer elogio parecer redundante. Impecável, investiu na alta-costura de Givenchy Couture, com ombros estruturados, brilho sutil e um toque de cor incrível. Do alto dos seus 41 anos, mostra que elegância não tem idade e que apostar em pequenos detalhes de cor pode levantar qualquer produção. Ah, se todas soubessem se portar como ela, teríamos belíssimas senhoras desfilando por aí.

Muito tule no look de Halle Berry. A eterna Mulher Gato (nunca vou esquecer esse personagem fail dela) foi de Marchesa nude, feito em organza e rico em cristais, com direito a calda. Valorizando o colo, o corset tomara-que-caia é para aquelas que confiam no clássico. Nos pés, Christian Louboutin, é claro. Aos 44 anos, Halle vem bem mais sóbria do que no Oscar de 2002, quando vestiu um Elie Saab duvidoso e ganhou o prêmio de Melhor Atriz por A Última Ceia.

Definitivamente, os dias de cão acabaram quando Florence Welch surgiu no tapete vermelho. A musa da banda Florence And The Machine foi de Valentino Couture, provando que rendas e babados continuam com tudo nessa temporada. Com jóias de Lorraine Schwartz, mostrou que meninas de 24 anos também são elegantes, além de cheias de atitude. Vale ressaltar a performance da moça no palco do 83º Oscar, que interpretou If I Rise, indicada a Melhor Trilha Sonora Original, de 127 Horas.

Quem mais poderia encarar o brilho do azul-safira de Armani Privé senão Anne Hathaway? O penúltimo look da atriz, que fez às vezes de apresentadora no Oscar 2011, saiu das passarelas direto para seu corpo. Claro que a ajudinha do stylist foi fundamental pra segurar os OITO figurinos diferentes da noite, que contaram com Valentino, Givenchy, Lanvin, Oscar de La Renta, Vivienne Westwood, Versace e Tom Ford (OH MY GOD, HE’S BACK).

Para encerrar a série de elogiosos vestidos, Jennifer Hudson apareceu com o clássico vermelho de Versace e o Kodak Theater tremeu. Gente, fiquei passada com a magreza conquistada pela atriz/cantora/musa-da-minha-vida. Aos 29 anos, Jenn (somos íntimas) sabe ser sexy na medida, com decote impecável e cinturinha bem mercada. E o topete? Tô muito orgulhosa.

Atenção, homens! Tudo de lindo para Christian Bale, todíssimo de preto num traje Gucci com a lapela mais incrível que eu já vi. Corte reto, impecável. Além dele, Jude Law e Robert Downey Jr. representaram a ala masculina com maestria ao surgirem de gravata branca. Dior foi a escolha de Jude e azul marinho (sim!) no suit de Robert.

Quer saber quem pecou no red carpet? Confira Nicole Kidman, Helena Bonham Carter e Penelope Cruz – que alugou vestido na loja do bairro -, e tire suas próprias conclusões.

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