Amy Winehouse

Muitos podem não acreditar, mas esse texto foi escrito na sexta-feira, 22/07. Com o acontecimento de ontem, achei que deveria postá-lo mesmo assim, apenas acrescentei uma última parte…

Por Caroline Raupp

Adele versus Amy Winehouse

A cantora britânica Adele com seu grande sucesso Rolling in the deep chega pra suprir um nicho do mercado musical que está vago desde que Amy Winehouse saiu da casinha e passou a perder a batalha contra as drogas, que não a deixam voltar à música. Algumas cantoras já tentaram ocupar esse lugar, Adele é a bola da vez.

Cantoras de voz potente, ritmo forte e imagem retrô, acompanhadas por uma ótima banda. Sem dúvida Amy mostrou que existia público para esse tipo de som, mas depois do maravilhoso disco Back to Black, lançado em 2006, não conseguiu produzir mais. Poucas foram as músicas novas que apareceram na internet, quase sempre parcerias com outros cantores ou versões ao vivo de hits já lançados. Mesmo assim o sucesso da cantora continua e não faltam interessado em assistir seus shows. Mesmo sabendo que já não se pode esperar muito de sua performance no palco.

Claro que comparar Adele e Amy é uma provocação. Na verdade é uma forma de dizer que, na minha opinião, ainda não existe como compará-las. Amy trouxe de volta o soul, criou sua marca. É impossível ouvir uma música sua e não saber quem está cantando. Amy é certamente uma das melhores coisas que aconteceram na música na última década. Adele é ótima, mas precisa encontrar seu caminho para não se tornar outra cantora de uma música só.

                              

Atualizado…

Quase não acreditei ontem quando soube da morte de Amy Winehouse. Não porque ela fosse exatamente a pessoa mais saudável do mundo, mas por ter escrito o texto acima na sexta-feira. Antes de postá-lo resolvi fazer um pequeno depoimento .

Lembro exatamente da primeira vez que ouvi a música Rehab. Era cedo, tipo umas 6 e meia da manhã, a TV ligada na MTV enquanto eu esperava a van do seu Osmar para ir para Unisinos. Quando aquela figura pequena com um cabelão e uma super voz apareceu cantando uma música cheia de ritmo com uns backing vocals incríveis. Ela dizia de forma descarada que não ia para a Rehab. Pirei com a música e comecei a baixar tudo dela.

Anos se passaram e sempre continuei ouvindo as mesma músicas, sempre procurando uma nova versão, uma nova música e muito triste de ver que Amy estava cada vez mais acabada. Cheguei a duvidar que ela pudesse voltar a fazer músicas boas, mas não pensei que acabaria assim. Tão nova e tão doida.

Com a morte de Amy esqueçam, não haverá mais espaço para comparações.

Eu, que esperava ansiosa pelo seu novo disco, acabo esse triste post com um dos últimos sons de Amy que descobri através da Kátia Suman nos primórdios da sua rádio elétrica.

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